Cristina Gonçalves

Recorda quem És! Vive a tua Verdade! Sê tu mesmo!

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crisgoncalves On 19 Setembro 2017


autumn-1649362_1920A VIDA É UM VAI E VEM INTERMINÁVEL.

A vida é cíclica. As estações são cíclicas. Não há como contornar. O Outono chega logo após o verão e o Natal surgirá sempre no Inverno.

Da mesma forma, os nossos estados emocionais e energéticos são cíclicos. Temos mais energia e entusiasmo no verão, uma extroversão natural invade-nos assim como surgem uma tendência para a recolha e introspeção no inverno. Faz parte da vida, é assim, e por isso devemos conhecer e tirar o melhor partido desses ciclos.

Com a energia do Outono a aproximar-se, sinto novamente a minha atenção a virar-se para dentro, para o que preciso ser e desenvolver em mim como pessoa, mãe, mulher e profissional. Acredito que isto está a acontecer com todas as pessoas, pois é um movimento sistémico e à escala macro.

Nesta época de fim de verão, a euforia dos convívios, festas e esplanadas ao sol dão lugar a uma energia mais calma e contida, que apela por aconchego e crescimento.

No entanto, apesar da energia de verão convidar para momentos de festa e euforia, muitas pessoas a nível planetário estão a atravessar momentos altamente desafiantes de reestruturação interna e externa profundíssimos: Doenças, mortes, separações, crises existenciais… eu própria estive mergulhada em várias delas desde Abril até Setembro.

Estas crises existenciais, pessoais, familiares e profissionais estão a aumentar em quantidade e intensidade. Estamos a ser convidados a mudar à força. A transformar, a descobrir e assumir o que realmente somos e nos faz expandir, o que nos faz sentir realizados e em paz.

Apesar de acharmos que já somos felizes e que não precisamos de qualquer tipo evolução ou transformação, serás sempre convidado a melhorar mais e mais. E só quando damos um salto para um patamar superior, de maior consciência e bem-estar, é que percebemos que afinal vivíamos subaproveitados em termos de potencial e felicidade.

Existe uma força superior a empurrar-nos para uma evolução pessoal e colectiva. Toda esta transformação dói, dói muito. Apesar do resultado final ser melhor, deixar de ser quem somos custa muito. O Ego contorce-se e luta para manter tudo igual e a alma continua a empurrar, sussurrando-nos levemente que é tempo de crescer, de voar.

Este processo ocorrerá ao longo de toda a nossa vida. O ser humano é um projeto em constante evolução. Numas alturas o processo será mais leve e rápido, e noutras será tão intenso e avassalador que acreditaremos não conseguir suportar a dor, o vazio, a falta de esperança e a desmotivação… parecerá que toda a nossa vida está errada. Que tudo o que acreditámos e construímos afinal não nos preenche como seria de esperar. Que apesar de ter conquistado tudo o que nos propusemos fazer para atingir a felicidade, continuamos com àquela sensação de vazio e falta de propósito.

A este processo Carl G. Jung o famoso psiquiatra suíço e pai da psicoterapia moderna e transpessoal chamou de Individuação – A individuação, conforme descrita por Jung, é um processo através do qual o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de ampliação da consciência. Através desse processo, o indivíduo identifica-se menos com o que é suposto socialmente e mais com as orientações emanadas da sua alma.

Esse é o sinal de necessidade de mudança. Mudança de quê? Mudança para onde? Não sei. Muitas vezes não sabemos. Mas é claramente um sinal de precisarmos parar para investigar e reavaliar as nossas reais necessidades e anseios. É um sinal da nossa alma, para olharmos para algo que nunca olhamos, para mudar a forma como olhamos para a nossa realidade e para aquilo que acreditamos precisar para ser feliz.

É assim que a nossa parte mais sábia atua. Chega sem perguntar e faz mexer internamente tudo o que precisa ser transformado. Esse convite interno, irá refletir-se obviamente no exterior. Empregos e relações que têm que mudar, maneiras de pensar e agir que têm que evoluir, medos e bloqueios que têm que libertar-se.

Muitas vezes é bem duro, mas podes confiar pois o prometido é que depois da tempestade chegará a bonança. E um céu mais limpo e claro surgirá bem no alto se abraçarmos o processo com aceitação e consciência.

Nestas etapas cíclicas que chegam sem bater à porta, precisamos muitas vezes de alguma ajuda externa, pois o nosso chão e poder de discernimento desaparecem. Sentimo-nos de tal forma perdidos naquela tempestade emocional e mental, que acreditamos irá durar para sempre… e perdemos o foco e esperança.

Como especialista na travessia destas tempestades de transformação que atravesso ciclicamente desde 2006, tenho focado o meu trabalho profissional na ajuda a pessoas que passam pelo mesmo, levando esperança e conhecimento do processo para que possam tirar o melhor partido do mesmo, crescendo e expandindo, sem bloqueios nem receios.

Se sentires que precisas de algum tipo de orientação, acompanhamento ou ajuda, tenho 3 programas a acontecer brevemente, que te irão trazer mais clareza, alinhamento interno, esperança e motivação:

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Categories: ARTIGOS, Transformação

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