Cristina Gonçalves

Recorda quem És! Vive a tua Verdade! Sê tu mesmo!

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crisgoncalves On 22 Março 2016

COMO SERIA VIVER COM MAIS AUTO-ESTIMA?

A maioria de nós gostaria de FAZER mais, SER mais e TER mais. Então se a vontade e o impulso estão lá, o que nos impede de avançar e arriscar?

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Sonhava muito e fazia pouco. Acreditava que chegaria o dia em que quase por magia me tornaria forte, segura e confiante. O dia em que conquistaria a vida que sonhava, os relacionamentos que imaginava, o sucesso que almejava.

Mas esse dia não chegou… ou melhor, acabou por chegar anos mais tarde, mas não foi “por magia” nem “de repente”. Tentei responder a esta questão durante muitos anos. Durante esses anos e em inúmeras vezes faltou-me a coragem de rir mais, de conviver mais, de tentar mais, de… VIVER MAIS.

Até os meus 33 anos vivi numa ilusão que chamaria mais de prisão. O medo e insegurança comandavam a minha vida apesar de não ter bem consciência deles. Queria convencer-me que era uma pessoa forte e autoconfiante, ver e assumir o oposto disso era muito doloroso. E assim, de engano em engano, fui avançando na vida conquistando alguns sucessos, sempre mais pequenos do que aquilo que sonhava e merecia.

A pergunta que me assolava era: “Se consigo sonhar mais alto, o que me impede de voar para lá chegar?”

A resposta, apesar de pouco agradável ao meu Ego arrogante era apenas uma – “Medo”.

Mas medo de quê?

Medo de ser quem realmente poderia ser, apesar de muito o desejar. Medo de ser grandiosa. Medo de dar nas vistas. Medo de ser criticada. Medo de ser rejeitada. Medo… medo de ser AUTÊNTICA e PODEROSA!

Depois de descobrir esta inquietante resposta, restava responder a outra pergunta existencial: “De onde vem este medo que paralisa e não nos deixa ser quem deveríamos ser?”

Responder a esta questão levou-me uns quantos anos de procura e, uma série de processos dolorosos de introspeção e limpeza de padrões negativos enraizados na minha personalidade.

A resposta foi surgindo tímida e lentamente… comecei a descobrir o que muitos ainda não imaginavam. Comecei a perceber o que a maioria desconhecia. Comecei a vivenciar o que grande parte das pessoas pode conhecer, mas não consegue aplicar na vida quotidiana. Essa força interior que nos faz voar alto para ir atrás dos sonhos com confiança e alegria, já tinha existido dentro de mim  mas tinja sido perdida ao longo da minha infância, das minhas experiências, da minha tristeza e dor…

Fui percebendo, que o medo que me impedia de caminhar foi gerado dentro de mim como resposta a uma série de acontecimentos ao longo da minha existência terrena. Percebi que possuía uma criança interior ferida, uma parte de mim da infância que estava triste e insegura, e ainda vivia comigo. Percebi que existia também um crítico interior que me castrava cada vez que queria ir mais longe. Estas duas criaturas que faziam parte de mim, estavam a minar a minha autoestima e autoconfiança sem eu dar por isso.

A criança interior ferida estava estagnada numa série de experiências mal sucedidas da infância. Essas memórias mais dolorosas ficam presas na nossa psique e nos impedem de avançar para não voltar a sentir desconforto novamente.

O crítico interior foi desenvolvido por imitação de toda a crítica e castigo que sofremos na infância, desde os mais banais como “Não cantes mais, que tens uma voz esganiçada”, até os mais fortes como “és um burro, não fazes nada bem e nunca serás ninguém na vida”.

O que descobri é que todos possuímos um crítico interior altamente castrador, capaz de destruir todos os nossos sonhos, e diminuir a nossa autoestima. A partir do momento que nos torna-mos adultos e independentes e, não temos mais ninguém a criticar a nossa vida e comportamentos (pais, professores, familiares, colegas e outros), assumimos nós mesmos esse papel. Esse crítico interior soa assim: “Não faças isso Cristina, nunca vai dar certo”, “Quem és tu para ser bem-sucedida” ou “ E se falhares, todos vão gozar de ti”.

Depois desta reveladora descoberta, fiquei a perceber algo muito óbvio. Se os maiores inimigos do meu sucesso e bem-estar vivem dentro de mim e não no exterior, então o poder de mudar essa situação cabe apenas a mim mesma.

E assim empreendi a maior viagem da minha vida, a que vai ao centro de mim mesma. A viagem ainda continua e continuará a decorrer até morrer. A diferença é que neste momento da minha jornada sou acompanhada por uma criança interior mais livre e feliz. Também sigo viagem com o meu crítico interior, pois ele ainda faz parte de mim, mas como já não permito que ele me castre e diminua, ele apenas fala comigo quando é necessário alertar-me ou proteger-me de algo, e fá-lo sempre de maneira muito meiga: “Cuidado Cristina, isso que estás a pensar pode não dar certo, pensa melhor”

Entendi que viver sem medo é curar a nossa criança interior ferida e disciplinar o crítico interior sempre vigilante. Senti na pele, que quando fazemos isso a nossa autoestima reforça-se e resgatamos a FORÇA INTERIOR perdida algures no passado. E quando a força interior é restaurada surge uma coragem capaz de nos fazer voar mais alto do que alguma vez imaginamos!

Cristina Gonçalves

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Categories: ARTIGOS, Autoestima

5 Respostas

  1. Vanja Carla Álvares diz:

    Este crítico interior que é teu, tem um irmão gêmeo, que também estou aprendendo a “domar” aqui dentro de mim. :-)
    Excelente texto! Todos nós temos nossas sombras mas temos também nossa luz! Tomara que se não todos, a grande maioria, desperte e inicie uma jornada de paz, harmonia e gratidão rumo a esta luz! :-)

  2. Grata pela tua partilha cunhada… hoje estava mesmo a precisar de “ouvir” alguém a dizer-me isto…
    Beijinho e abraço,
    MJ

  3. Cristina diz:

    Obrigada Cristina.
    Não sei se é por termos o mesmo nome (ihihihi) mas isto hoje encaixou lindamente naquilo que estou a sentir: descobrir que os meus bloqueios não são externos mas sim fruto desse critico interior que tantas vezes me impedem de avançar. Olhá-lo, aceitá-lo e amá-lo, como algo que faz parte de mim, mas não sou EU!
    Obrigada!

    • crisgoncalves diz:

      É verdade Maria Cristina,

      Todos nós precisamos de empreender e manter esse viagem ao centro de nós mesmos, tomando consciência das limitações, calando o crítico interior e resgatando a pouco e pouco essa força interior que é “equipamento de série” de qualquer alma humana ;-)

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