Cristina Gonçalves

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crisgoncalves On 30 Outubro 2016

autumn-photoshoot-1759696_1920MUDANÇA DE HORA E TRANSFORMAÇÃO

É chegado mais um ano, mais um outono e mais uma mudança de hora para nos ajustarmos à luz solar de inverno. Estamos na época da queda das folhas, do clima ainda incerto e da certeza que o inverno mais rigoroso se aproxima lenta e silenciosamente.

Esta mudança de hora coincide este ano de 2016 com a entrada da Lua nova em Escorpião. Não percebo de astrologia em profundidade, mas dizem os entendidos que é uma época para trabalharmos a morte e renascimento. Morte não no sentido literal da palavra, não se pede que ninguém morra realmente, mas sim no sentido metafórico. O convite é nos deixarmos “morrer” para o que já não serve nas nossas vidas e nos permitirmos renascer mais fortes, estruturados e verdadeiros.

É um convite para olharmos profundamente dentro de nós mesmos, dos nossos padrões, das nossas experiências, do nosso passado e deixarmos ir as mágoas, tristezas e limitações.

Não é um processo certamente rápido nem fácil, mas é relativamente simples porque requer apenas uma decisão da nossa parte. A decisão de quereremos ser mais e melhor daqui para a frente, enfrentando para isso todos os “monstros” internos que nos estejam a boicotar o processo.

As árvores de folha caduca de alguma forma fazem isso. Permitem-se “morrer” para o velho e cansado, deixando cair as folhas já gastas que não lhe servem mais. Ficam despidas, vulneráveis e muitas vezes algo feias comparadas com o esplendor das suas copas na primavera. Mas, por trás deste processo pouco apelativo aos sentidos encontra-se um outro processo muito mais profundo e importante. Durante o Outono e Inverno, estas árvores escolhem renovar-se. Morrem para o velho para dar origem a algo novo e fresco. Em pleno inverno, no auge da sua caducidade, a árvore está a guardar energia. Em vez de gastar a energia recebida através da terra, da água e do pouco sol que recebe para criar e manter novas folhas, flores e frutos, decide “hibernar” e utilizar toda essa energia para fortalecer-se internamente, de modo que quando chegar a altura de florir esteja cheia de força para renascer.

E este é o convite deste novo ciclo do ano. Com menos luz solar, mais frio e chuva, somos convidados a recolher. A deixar cair as folhas velhas, permanecermos quietos e utilizarmos grande parte da nossa energia mental, emocional e física para reestruturarmos o nosso interior, de modo a florirmos e renascermos chegada a primavera. Algum de vocês já sentiu esse apelo?

Esta reestruturação do nosso interior passa por termos coragem de olhar para àquelas partes de nós que não gostamos muito, as partes que queremos mudar e ter a coragem de as libertar para dar origem ao renascimento de um novo Eu. Esse processo envolve muitas vezes, a investigação do nosso passado, das nossas origens, dos nossos traumas e mágoas não resolvidas. É de facto um convite necessário mas também algo difícil. É preciso coragem para mergulhar na dor que não queremos ver nem tocar novamente, para a podermos libertar. Este é o tempo ideal para fazer isto. É o tempo ideal para mimar e resgatar àquela parte de nós que ficou presa no passado na sua tristeza e liberta-la. Esta parte é chamada de Criança Interior Ferida e é um dos capítulos principais do livro “Viver sem ansiedade” recentemente escrito por mim e pelo Ricardo Laranjeira.

Este passado, quando não resolvido e libertado adequadamente, irá assombrar-nos sempre no presente e futuro. Condicionará quem somos e impedirá de nos tornarmos quem deveríamos ser.

É altura de mudar. Aceita o convite da Lua, das árvores e da mudança de hora para empreenderes a viagem mais curta, intensa e sanadora que alguma vez poderás experimentar e para te abrires a florescer com mais coragem, luz e força Interior em 2017.

Cristina Gonçalves – Terapeuta, Coach e Palestrante Motivacional

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Categories: ARTIGOS, Transformação

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