Cristina Gonçalves

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crisgoncalves On 14 Abril 2017

planta casa FLORESCIMENTO ESPIRITUAL

Chegada a primavera, chega também a poderosa energia do florescimento.

Há uns dois meses atrás a minha irmã esteve cá em casa e ao olhar para uma das minhas plantas algo desfalecida disse: que horror! Que planta tão esquisita! Está a morrer, deita-a fora. Respondi-lhe que ela tinha sempre sido sempre assim e olhando novamente para as suas duas únicas longas folhas, que devido à estrutura da própria planta, pendiam em direção ao chão, como as orelhas caídas de um grande coelho.

Lembrei-me que me tinha sido oferecida em forma de bolbo e que ao tê-la visto crescer e florescer uma única vez, sentia-me como mãe da mesma, pelo que me custava imenso desfazer-me dela, sobretudo deitando-a no lixo.

Os dias foram passando, e devido à chamada de atenção da minha irmã, não conseguia passar pela planta sem olhar para ela e perceber a sua falta de encanto que me tinha passado completamente despercebida, pela habituação à mesma.

Até que um dia, num daqueles olhares misericordiosos à feia planta, reparei no inevitável. A minha irmã tinha razão. A planta estava a morrer. Olhando para as suas duas únicas folhas, percebi que uma delas estava a ficar amarela e murcha. Pensei: Ainda resta uma folha, só a consigo deitar fora se as duas murcharem.

Esperei mais uns dias e enquanto a primeira folha morria rapidamente, a segunda começava a dar sinais de querer seguir o mesmo caminho. Essa observação diária mais cuidada levou-me a reparar que algo diferente estava presente. Nascia, no meio das duas folhas amarelas e murchas uma terceira folha nova, verde e viçosa. Sorri de alegria e alivio. Não teria que “enterrar” a minha planta. Ela não estava a morrer e sim a renascer! Arranquei as duas folhas amarelas e aguardei o crescimento da única folha verde de substituição.

Passados mais dois dias, reparei que surgia algo diferente e mais consistente. Era um caule igual ao que surgiu no primeiro e único florescimento da sua única flor. Dei um pulo de alegria! Não só estava a renascer como estava a florescer pela segunda vez, um ano depois.

O caule crescia tão rapidamente de dia para dia, que a cada manhã parecia que olhava para uma planta diferente. Sete dias depois já tinha atingido 1 metro de altura, três vezes mais do que tinha consegui no ano anterior. No topo percebia-se o embrião da flor que iria surgir em pouco tempo. De repente o caule deixou de crescer e o embrião foi “engordando” até que deu à luz não uma, mas sim duas flores. Eram gémeas! nem queria acreditar. A planta desfalecida, sem graça nenhuma, renasceu cheia de força, energia e esplendor para florescer em duplicado.

Que grande lição. Os ciclos da natureza nos ensinam tanto. Todos nós passamos por processos de morte e renascimento ao longo da nossa vida. O objetivo dos mesmos é florescermos para um novo Eu, mas genuíno, mais autêntico, mais conectado com a nossa essência. Para isso, precisamos deixar morrer o que éramos, o que está gasto, àquelas folhas cansadas e desfalecidas, para podermos dar lugar a algo novo, mais viçoso e mais ajustado à realidade presente.

Quando estiveres a atravessar um momento de “morte” no qual olhas para o teu Eu e só vês folhas desfalecidas que apetece deitar fora, que apetece matar, lembra que se tiveres paciência para esperar e acreditares no renascimento de algo melhor, irás surpreender-te com o florescimento magnífico de algo melhor dentro de ti.

Em época de Páscoa, este ensinamento não poderia ser mais apropriado.

Cristina Gonçalves

Coach, Terapeuta e Trainer em PNL

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