Cristina Gonçalves

Recorda quem És! Vive a tua Verdade! Sê tu mesmo!

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crisgoncalves On 30 Setembro 2012

METÁFORA.

Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de
hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas
as  tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.

A sua cama estava junto da única janela do quarto.

O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.

Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres,
famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos,
onde tinham passado as férias…

E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se
sentava, passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas
as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de
uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a
actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.

A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes,
chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus
barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por
entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e
enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade
podia ser vislumbrada no horizonte.

Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com
extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os
seus olhos e imaginava as pitorescas cenas.

Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia apassar:
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e
ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de
palavras bastante descritivas.

Dias e semanas passaram. Uma manhã,a enfermeira chegou ao quarto
trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o
homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.

Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que
levassem o corpo.

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser
colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e
fez a troca.

Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a
enfermeira  deixou o quarto.

Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo,
para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente
olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede
de tijolo!

O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu
falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão
maravilhosas do lado de fora da janela.

A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver
a parede. Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem…

Moral da História:

Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos
nossos próprios problemas.

A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando
partilhada, é dobrada.

Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o
dinheiro não pode comprar.

‘ O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente.’

Cristina Gonçalves

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Categories: HISTÓRIAS, Outras

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